O BRASIL PERDE UM ARTISTA

1982

UT Libraries 2007

Boletim informativo do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro

  • p. 35

A morte prematura de Aloisio Magalhães, falecido em 13 de junho do corrente ano, em Veneza, quando participava de uma reunião com Ministros da Cultura de Países de Língua Latina, representou, para a sociedade brasileira, irreparável perda.

Secretário de Cultura do MEC, onde acumulava as funções de Diretor do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico — IPHAN e Presidente da Fundação próMemória, Aloisio Magalhães marcou sua gestão por uma postura criativa e de ampla visão do quadro cultural brasileiro, em luta por sua identidade. Defendeu, junto ao Ministro da Educação, a necessidade de priorizar a questão da memória histórica brasileira, assunto sempre relegado, tendo conseguido, através do IPHAN, recursos do Banco do Brasil para arrematar, em Londres, os Autos da Devassa — documentos da Inconfidência Mineira levados para fora do Brasil. Outras gestões estavam sendo feitas para obter, do governo da Polônia, todo o material colhido pelos cientistas da Missão do Conde de Nassau, durante a ocupação holandesa no Brasil. A morte interrompeu sua trajetória, que incluía, depois de Veneza, uma escala em Paris, para obter, junto à UNESCO, o tombamento de Olinda. Para reforçar seus argumentos, …

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