Industrial Design in Guanabara


UT Libraries 2008

Módulo: revista de arquitetura e artes plásticas

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The Advisory Board, composed of representatives of bodies or firms directly
connected with industrial production or artistic creation, exists for the purpose of suggesting steps to be taken by the School Management to promote a closer and more efficient cooperation with Brazilian industry. 

The teaching staff

The Superior School of Industrial Design, under the direction of architect Maurício Roberto, now has the following teaching staff: Alexander Wollner  — Introduction to Visual Communication — visual programmer — a graduate of the Hochschule fur Gestaltung, Ulm.

Aloisio Magalhães — Means of Expression — painter, graphic artist, visual programmer — professor of the University of Recife — visiting professor of the Philadelphia College of Art.

Antonio Gomes Penna — Psychology (Theory of Perception) — visiting professor of Psychology at the Faculty of Philosophy, Science and Art of the State of Guanabara — assistant professor of the chair of Psychology at the National Faculty of Philosophy.

Antonio Rudge — Photography — technician in photography.  

Carl Heinz Bergmiller — Visual Methodology — a graduate from the Hochschule fur
Gestaltung, Ulm — ex-member of Max Bill’s office.

Euryalo Cannabrava — Introduction to Logic and Mathematics — professor of Colégio Pedro Segundo — Visiting professor of Columbia University.

Flávio de Aquino — Introduction to Contemporary Culture (and History of Fine Arts of the State of Guanabara — assistant professor of the chair of History of Art at the National Faculty of Architecture.

Luiz Fernando de Noronha e Silva — Engineering Drawing — building technician.

Orlando Luiz de Souza Costa — Theoretical Analysis of Means of Expression — industrial designer — a graduate of the Parson School of Design, New York.

Zuenir Carlos Ventura — Portuguese – Assistant professor of the chair of Portuguese Language and Literature in the Course of Journalism at the National Faculty of Philosophy.

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1ª Série

Básica e comum às duas especializações

Setor I —Integração Cultural

1 Cultura Contemporânea

2 História de Artes Plásticas no Século XX

3 Psicologia

Setor II– Meios de Representação

1 Análise Teórica dos Meios de Representação

2 Fotografia

3 Desenho Técnico

4 Prática da Representação Visual

Setor III – Metodologia Visual

1 Metodologia Visual

2 Iniciação à Programação Visual

Setor IV – Introdução à Lógica e Teoria da Informação

1 Introdução à Lógica e à Matemática

2 Técnica de Redação

Setor V – Oficinas

2ª   Série

Desenho Industrial

Setor VI – Desenvolvimento do Projeto

(Desenho de objetos simples, elementos de manipulação, relações; análise da função e do produto)

Setor VII – Teoria Especial

1 Teoria de Fabricação

2 Teoria dos Materiais

3 Construção Técnica

4 Mecânica (Estática, cinemática e dinâmica)

5 Fisiologia

Programação Visual

Setor VIII — Desenvolvimento do Projeto

1 Análise Gráfica (Tipografia, Estudo de Paginação)

2 Fotografia (em série e de objetos)

Setor IX — Teoria da técnica e dos materiais

(Conhecimento dos meios de reprodução, dos materiais e das técnicas)

Setor II — Meios de representação

1 Teoria da percepção visual

Matérias comuns as duas especializações

Setor I – Integração Cultural

1 História da tecnologia

2 Antropologia cultural

Setor V – Oficinas

3ª Série

Desenho Industrial

Setor VI – Desenvolvimento do Projeto

(Trabalho de equipe para o desenvolvimento de estudos mais complexos; produtos e móveis; planejamento de um projeto; análise da função e do produto; pesquisa de mercados)

Setor VII — Teoria Especial

1 Teoria da fabricação

2 Teoria dos materiais

3 Construção técnica

4 Mecânica (Estática, cinemática e dinâmica)

5 Fisiologia  (Engenharia humana)

Programação Visual

Setor VIII— Desenvolvimento do Projeto

1 Desenvolvimento do Projeto (Trabalho de equipe para o desenvolvimento de estudos mais complexos; análise de símbolos, livros, revistas; programação visual de uma indústria; imagem corporativa, uniformes e transportes; publicidade; exposições; matéria fotográfica)

2 Meios de comunicação visual

(Desenvolvimento, organização e métodos dos meios de comunicação para jornais, revistas, televisão e cinema)

Setor II – Meios de Representação

1 Teoria da percepção visual

Matérias comuns às duas especializações

Setor I — Integração Cultural

1 Sociologia

2 Economia

Setor V — Oficinas

4ª Série

Desenho Industrial

VI — Desenvolvimento do Projeto

(Programação e estudo independente de um projeto; introdução à automatização; seminário sobre marcas, direitos e patentes)

Programação Visual

VII — Desenvolvimento do Projeto

(Programação e estudo independente de um projeto; introdução à automatização; seminário sobre marcas, direitos e patentes)

Matérias comuns as duas especializações

Setor ! …

Setor VI — Desenvolvimento do Projeto

Disciplina: 1) Desenvolvimento do Projeto

Comunicação Visual

Setor VIII – Desenvolvimento do Projeto

Disciplina: 1 ) Desenvolvimento do Projeto

Matérias comuns as duas especializações

Setor I — Integração Cultural

Disciplina: Sociologia

Setor V — Oficinas

Da estrutura da ESDI farão parte, ainda, o Instituto de Pesquisas e a Assessoria.

Para que a ESDI possa atingir plenamente seus fins, tem necessidade de estudar e resolver problemas práticos ligados à futura atividade profissional dos seus alunos. É imprescindível que estes, trabalhando em equipe com seus professores pesquisem e projetem trabalhos objetivos e imediatos. A criação de um órgão que atinja essa finalidade permitirá, ainda, que alunos e professores, sem sair do campo das suas atividades profissionais, possam dedicar-se inteiramente à pesquisa e ao ensino sem prejuízo da sua economia particular.

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The idea of founding a school of Industrial Design in Rio arose some 8 years ago, in connection with the Rio de Janeiro Modern Art Museum. Taking advantage of the visit of Tomás Maldonado, dean of the Hochschule für Gestaltung, of Ulm, Niomar Muniz Sodré and Carlos Flexa Ribeiro, Directors of the MAM, drew up a programme for the curricula; and the project for the Museum, entrusted to Affonso Eduardo Reidy, was adapted to cover the requirements. Economic reasons made it impossible to go ahead with the scheme.

In 1960, Carlos Flexa Ribeiro, secretary of Education and Culture of the State of Guanabara, once more posed the problem, this time in; he terms of state enterprise. A preliminary commitlee was appointed, composed of Wladimir Alves de Souza, Lamartine Oherg, Mauricio Roberto, Sergio Bernardes and Affonso Eduardo Reidy. The basic curriculum was prepared and subsequently reviewed by Professor Joséph Carreiro, director of the Philadelphia Museum College of Art. On the basis of Prof. Carreiro’s suggestions, new changes were made in the structure of the School, which was finally drawn up with the collaboration of Brazilian professors and professionals, amongst them Carl Heinz Bergmiller and Alexander Wollner, trained at Ulm, and Aloisio Magalhães and Orlando Luiz Souza Costa, graduates from American schools. It is from this first group, to which Flávio de Aquino and Euryalo Cannabrava were added, that the hard core of the present teaching staff of the School was chosen. The name of the School came up for considerable debate. The word «design» as orginally written could not be used in the case of a state establishment. The closest approximation – planning or programming — would give, in Portuguese, Escola Superior de Planejamento Industrial, which was likely to be confused, by inaccurate approximation, with the economic, architectonic and technical planning of  industry and not that of the industrial product. In the absence of a word that would precisely sum up the aims of the school, Desenho Industrial, strictly speaking drawing rather then design, was adopted with the initials DI, relying on the future development of the profession to provide a more specific meaning.

The course lasts four 1 years, the first year being basic and common to both specialities. In the second year the student must choose which of the two professions he wishes to follow: Industrial Design or Visual Communication. The Department of Industrial Design deals with the aesthetic creation and technical and formal planning of industrial products, such as objects and appliances for household use, means of transport, operational equipment and machines.

The Department of Visual Communication is concerned with the creation and graphic planning of means of Visual Communication, such as: design of books and periodicals, posters, exhibitions, packaging, city signalization and business visualization (letterheads, trademarks, etc.). Theoretical teaching is allied to practical instruction in metalworking, woodworking and plaster casting workshops and the photographic laboratory, where the problems set and solved in theoretical classes are worked out from research into pure forms up to the building of protoypes of furniture and appliances of various kinds.


3) Engineering Drawing
4 ) Practice III — Visual Methodology

1 ) Visual Methodology 2) Introduction to Visual Communication

IV — Introduction to Logic and Theory of Information

1 ) Introduction to Logic and Mathematics 2) Portuguese 

V –  Workshop 2nd year:

Industrial Design:

VI — Development of the Project

(Design  of simple objects, elements of handling, connections; function and product analysis)

2 1 Oficina de …

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Desenho Industrial na Guanabara

Dentro em breve, será inaugurada a «Escola Superior de Desenho Industrial» do Estado da Guanabara. Para isso estão sendo restaurados os pavilhões do Estado situados na rua Evaristo da Veiga.

The staff is to include Professors Carl Bergmiller, Alexandre Wollner, Aloisio Magalhães, Orlando Souza Costa, Zuenir Valença and Euryalo Cannabrava and the name of architect Maurício Roberio has been suggested for director.

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A industrialização nacional, a partir da última grande guerra, fez-se em ritmo acelerado, tendo o Brasil ascendido do terceiro ao primeiro lugar da América Latina nesse setor. O índice do produto real, calculado pelo Instituto Brasileiro da Fundação Getúlio Vargas, acusa para o campo industrial um aumento de aproximadamente 160%, no período de 1949/60, ou seja, um notável incremento médio anual de 16%.

Apesar desse surto industrial, a forma dos produtos ainda é de pura inspiração estrangeira, pagando-se royalties por suas patentes importadas. No setor do equipamento da habitação, quase todo baseado na dispendiosa produção artesanal, o objeto esteticamente belo é de uso exclusivo de uma minoria privilegiada. O campo da Comunicação Visual, com exceção de alguns poucos escritórios, está entregue ao amadorismo e ao excesso de comercialismo sem que haja um estabelecimento educacional que forme profissionais conscientes. Assim, impunha-se a fundação de uma Escola de Desenho Industrial que, através de uma educação técnica, científica, artística e cultural, criasse profissionais que dessem forma própria e boa aos nossos produtos industriais, libertando-os dos royalties estrangeiros e tornando-os acessíveis ao grande público.

A História

A ideia de fundar, no Rio, uma Escola de Desenho Industrial surgiu há 8 anos atrás, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Aproveitando a vinda de Tomás Maldonado, reitor da Hochschule fur Gestaltung, de Ulm, e sob a sua influência, Niomar Moniz Sodré e Carlos Flexa Ribeiro, diretores do MAM, programaram os currículos; e o próprio projeto do Museu, elaborado por Affonso Eduardo Reidy, foi a isso adaptado.

Em 1960, Carlos Flexa Ribeiro, secretário de Educação e Cultura do Estado da Guanabara, novamente coloca o problema, já agora em termos estatais. É nomeada uma comissão preliminar composta de Wladimir Alves de Souza, Lamartine Oberg, Maurício Roberto, Sérgio Bernardes e Affonso Eduardo Reidy.

O currículo básico é fixado, sendo posteriormente revisto pelo professor Joseph Carreiro, diretor do Philadelphia Museum College of Art. Partindo das sugestões do professor Carreiro, novas modificações foram realizadas na estrutura da ESDI, que foi finalmente elaborada com a colaboração de professores e profissionais brasileiros entre os quais Carl Heins Bergmiller e Alexandre Wollner, formados em Ulm, e Aloisio Magalhães e Orlando Luiz Souza Costa, graduados em escolas americanas.

E desse primeiro grupo, acrescido de Flávio de Aquino e Euryalo Cannabrava, que surgiu o núcleo do atual corpo docente da Escola.

O próprio nome da Escola foi desde então amplamente debatido. A palavra design não podia ser usada em sua grafia original por se tratar de um estabelecimento estatal. Sua tradução mais aproximada — planejamento, programação — transposta para o português, daria: Escola Superior de Planejamento Industrial, o que provocaria associações inexatas com o planejamento econômico, arquitetônico e técnico da indústria e não com o do produto industrial. Na falta de uma expressão ou palavra que pudesse resumir os objetivos da Escola, adotou-se DI, confiando-se em que o futuro desenvolvimento da profissão venha a lhe dar uma configuração específica.

A estrutura e o currículo

A ESDI é um órgão semi-autônomo da Secretaria de Educação e Cultura do Estado da Guanabara, criado pelo Decreto 1 443 de 25/12/62. Propõe-se a formar, em nível superior, desenhistas industriais e programadores visuais. Seu curso tem a duração de quatro anos, sendo que o primeiro ano é básico e comum às duas especialidades. No segundo ano o aluno escolherá uma das duas especializações que deseja seguir: Desenho Industrial ou Programação Visual. O Departamento de Desenho Industrial refere-se à criação estética e ao planejamento técnico e formal de produtos industriais, tais como objetos e máquinas de uso doméstico, meios de transporte, aparelhos e máquinas operacionais.

Segundo o professor Cannabrava, refere-se ao «planejamento do objeto industrial que se define como a expressão estética de uma forma e o resultado tecnológico de uma função».

O Departamento de Programação Visual diz respeito à criação e  planejamento gráfico dos meios de Comunicação Visual, tais como: diagramação de livros e periódicos, cartazes, exposições, embalagens, sinalização urbana e visualização de empresas (papéis, marcas, etc). Ao ensino teórico acrescentar-se-á o ensino prático nas oficinas de metal, madeira, gesso e no laboratório fotográfico, onde os problemas postos e resolvidos nas aulas teóricas tem prosseguimento, desde a pesquisa de formas puras até a execução de protótipos de móveis e de utensílios diversos.

Carl Heinz Bergmiller — Metodologia Visual — Diplomado pela Hochschule fúr Gestaltung, Ulm — Ex-membro do escritório de Max Bill.

Euryalo Cannabrava — Introdução à Lógica e à Matemática — Professor catedrático do Colégio Pedro II — Professor visitante da Universidade de Columbia.

Lamartine Oberg — Perspectiva — Professor de Perspectiva do Instituto de Belas Artes do Estado da Guanabara — Estágio na Hochschule fur Gestaltung, Ulm, e no Royal College of Art, Londres.

Luiz Fernando de Noronha e Silva — Desenho Técnico — Técnico em edificações.

Orlando Luiz de Souza Costa — Análise Teórica dos Meios de Representação — Desenhista Industrial — Diplomado em Industrial Design pela Parson School of Design, Nova Iorque.

Zuenir Carlos Ventura — Técnica de Redação — Assistente da cadeira de Literatura e Língua Portuguesa do Curso de Jornalismo da Faculdade Nacional

As provas de seleção

O número de vagas na ESDI é de 30, sendo os candidatos selecionados por meio de provas de inglês ou francês, português, vocacional e entrevista com os professores. À entrevista só chegam os candidatos aprovados no conjunto das demais provas. No corrente ano, inscreveram-se para os exames 227 candidatos, tendo chegado a 75 à entrevista.


A Escola Superior de Desenho Industrial, situada na rua Evaristo da Veiga, 95 (Rio de Janeiro), tem área construída de 2 000 metros quadrados dispondo de três oficinas já montadas além de salas de aula, auditório, biblioteca, estúdio e laboratório fotográfico.

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La Escuela Superior de Dibujo Industrial

Para establecer el programa básico de estudios se contó con la colaboración del profesor Joseph Carreiro, director del Philadelphia Museum College of Art.

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ESDI Escola Superior de Desenho Industrial

ESDI Superior School of Industrial Design

ESDI Ecole Supérieure d’Esthètique Industrielle

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A existência da ESDI