O Arquivo Nacional e a Cultura

Rodrigues, José Honório.

A pesquisa histórica no Brasil, Companhia Editora Nacional, 1989.

fonte: UT Libraries 2008 e IU Libraries 2010.

Revista do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

  • p. 55

… governo que representaram este papel de destruidores dos dois elementos básicos da nacionalidade.

Assim, estivemos ameaçados de perdê-los, como aquela cidade grega que depois de 7 longos anos de domínio turco — a antítese do heleno — trocara a religião grega-ortodoxa pela muçulmana e a língua nativa pela do conquistador.

O aparecimento de Aloisio Sérgio Magalhães é uma espécie de turco na administração brasileira. Seu “Programa Integrado de Reconstrução das Cidades Históricas do Nordeste”, de 1973 (21 de março) e sua integração no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e posteriormente na SPHAN e na próMemória representaram – especialmente a integração na próMemória — um atraso e uma confusão mental da finalidade daquela primeira repartição. A criação de um instrumento — a próMemória — como memorização dos acervos captados embaralhou o objetivo da SPHAN e criou um obstáculo fantástico e inapropriado à sistemática de defesa da História do Brasil. Aloisio Magalhães e os seus sucessores na Fundação próMemória ignoram a história do Brasil ou, pelo menos, nunca revelaram conhecê-la. Aloisio era arquiteto e com seus companheiros visaram uma Fundação que nunca deveria ter sido criada para fins tão inadequados. A criação do Centro Nacional de Referência Cultural (CNRC) se destinava a “traçar um sistema referencial físico a ser empregado na descrição e na análise da dinâmica cultural brasileira”, o que representa a maior impostura no campo cultural.

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