Aloisio Magalhães: Pintura e Arte Gráfica

Aloisio Magalhães

Rio 9/1958

MAM/RJ Aloisio Magalhães

A desordem é apenas aparente. De fato, sinto uma enorme fascinação por este mundo de combinações e invenções em que as linhas, as cores, os espaços vivem por si. Um mundo novo, livre e rico. Um mundo que pode realmente nos desnortear com sua exuberância. Mas a liberdade e a invenção têm que pagar também o seu preço, conforme disse anteriormente. E se você prefere o real, confesso que, diante dele, prefiro o que é possível. Como pintor, sinto prazer diante dos elementos do quadro e penso quase que fisicamente em termos de tela e tinta. É com isto que se constroem os quadros. A admissão das formas como possíveis – e não como reais – aumenta no meu caso particular, a alegria da criação, a sensação de aventura que deve presidir ao nascimento de qualquer obra de arte. E se o mundo do possível me dá isso mais do que o mundo do real, deve ser fiel aos seus rumos, que são imprevisíveis mas não caóticos. Oferecem eles, a troco de seus perigos, a segurança presente em todo o retorno. Porque depois de realizado, o quadro assim entendido lança, no mundo da arte e mesmo na vida, formas trazidas ao real do desconhecido, criando terrenos seguros no lugar onde nos aguardava antes somente aquilo que era obscuro, informe e instável.

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