Aloisio Magalhães, o Administrador da Cultura Nacional

Roberto Pontual

5/1/1981

UT Libraries 2008

JB

Tudo será mudado e descentralizado. Mas Devagar.

Fora através de sua implantação (ao longo da qual morreram quase quatro mil pessoas) que se dera um dos processos descentralizadores mais significativos entre nós, abrindo a floresta. Acendida a luzinha, perguntei à minha secretária o que se fazia antes, ali no então IPHAN, quando chegava um telex como aquele. Ela me informou que se mandava um ofício à autoridade competente. Ora, proceder assim no caso da Madeira — Mamoré era continuar usando o método de simplesmente se descartar do problema: a semana se passaria bem antes de vir a resposta. Aí despertei para a necessidade de soluções mais imediatas. E deu certo.

Este primeiro exemplo reflete a aplicação coerente de um princípio. O problema emergia, espontaneamente foi regido pela intuição a que depois se aplicou o método conveniente. A intuição esteve em se perceber, no momento preciso, a oportunidade da problemática da interiorização do país, a importância das alternativas energéticas (volta às estradas de ferro) — tudo isto que fora erroneamente posto de lado, ali, como uma simples troca de camisa, mais um picote da “tesoura maluca“.

A partir do passado daquela estrada de ferro fomo-nos aproximando do presente da região.

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