XXX The Venice Biennial

Visão, Rio de Janeiro, 1960.

fonte: UT Libraries 2008

  • p. 75

Das vinte repúblicas latino-americanas, apenas quatro — Brasil, Peru, Uruguai e
Venezuela — estão participando da Bienal.
O Brasil está representado por seis pintores (Manabu Mabe, Danilo Di Prete, Loio Pérsio, Teresa Nicolao, Antônio Bandeira e Aloisio Magalhães) e por um escultor, Mário Cravo. Manabu Mabe, o pintor abstrato natural do Japão, mas residente no Brasil há mais de vinte anos, recebeu um prêmio de 200 mil liras ofertado pela Fiat. No ano que vem, o Brasil estará presente em Veneza, com um pavilhão próprio, cuja construção deverá ser iniciada dentro de algumas semanas. O Uruguai inaugurou este ano o seu pavilhão permanente, com os trabalhos de dez artistas de diversas escolas: desde os neo-impressionistas até os abstracionistas. Entre eles estão Zoma Baitler, Norberto Berdia, José Cúneo. Este, com suas paisagens violentas, originais e alucinadas, e decididamente o mais figurativo. A Venezuela, que vem participando da exposição de Veneza desde 1954, está representada por seis artistas jovens: Armando Barrios, que reside em Roma, Hector Poleo e Jesus Soto, ambos residentes em Paris, além de Angel Hurtado, Jacobo Borges e Luis Guevara. O Peru compareceu pela primeira vez a Veneza, com dois pintores inteiramente diferentes um do outro, mas ambos portadores de obras extremamente significativas: o violento e teatral Jorge Piqueras, que agora deixou a sua fase geométrica, típica da arte abstrata peruana para revelar-se um artista personalíssimo, e Emilio Rodriguez Larrain, mais calmo, sutil e poético, igualmente interessante. Os prêmios maiores, de dois milhões de liras cada um, foram outorgados, respectivamente, a Hans Hartung (França), Jean Fautrier (França) e Emilio Vedova (Itália), pintores e a Pietro Consagra (Itália), escultor.