Doorway to Brasilia

Published with Aloisio Magalhães and Eugene Feldman

Filadélfia, Pensilvânia 1959

M Library 2007

Falcon Press

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Doorway to Brasilia” is an experimental book designed and printed at the Falcon Press in Philadelphia, Press in Philadelphia, Pennsylvania, United States of America, using photo-offset lithography as an art form.

Like “Doorway to Portuguese”, published in 1957, the book is a collaborative effort by Brazilian artist and graphic designer Aloisio Magalhães and American artist, designer and printer Eugene Feldman. The Printing medium chosen involves the use of continuous tone negatives without the conventional checkerboard screening process. These pages represent a test in the exposure control of aluminum offset plates and their ability to hold tones other than black. Experiments were perf ormed using several plates made from the same negative, each with increased exposure. The heaviest plate was printed in the lightest color, the médium plate in gray, and the light plate in black. It is the belief of the designers that this médium has a potential limited only by the boundaries of the imagination and creative talents of the artists who choose to use and develop it. Brasília …

“Doorway to Brasilia” é um livro experimental planejado e impresso na “Falcon Press” em Filadélfia, Pensilvânia, Estados Unidos da América usando o sistema de litografia foto-offset, como forma de arte.

Da mesma maneira que “Doorway to Portuguese”, publicado em 1957, este livro é o resultado da colaboração e esforço do artista brasileiro Aloisio Magalhães e do artista e impressor americano, Eugene Feldman. O processo de impressão escolhido, obrigou o emprego contínuo de tonalidades negativas, abandonando-se o clássico sistema quadriculado ou de meio-tons. Estas páginas representam um teste de exposição controlada de placas de offset em alumínio e da capacidade das mesmas, de fixarem outras tonalidades além do preto. Diversas experiências foram realizadas, usando-se placas feitas do mesmo negativo, cada uma com um progressivo aumento de exposição. As placas de tonalidades mais fortes, foram impressas em cores claras; as de tonalidades médias em cinzento e as de tonalidades claras, em preto. É opinião dos seus planejadores, que este processo só tem limites nas fronteiras da imaginação e talento criadores dos artistas que o escolheram e o desenvolveram. Brasília, a nova capital do Brasil, foi escolhida como motivo deste livro, pelo que sugere à imaginação — uma cidade pioneira, com formas expressivas e uma vitalidade que é, ao mesmo tempo, atual e eterna.

Of the many people …

  • p. 16

Prefácio de John dos Passos

O crepúsculo escurece as dobras das colinas que se estendem vazias de horizonte a horizonte. Nenhum som no ar. Eis-nos no cume de uma dessas grandes cordilheiras paralelas, tendo às nossas costas apenas a desolação de árvores escaveiradas, às quais se
prende o barro vermelho do ninho das formigas. As formigas são os habitantes nativos do Planalto Central Brasileiro; formigas e uma ou outra ema, caminhando desdenhosamente, a passos largos, entre os arbustos. A nosso lado uma capela branca e ponteaguda. Esta capela, explica o jovem engenheiro recém saido da Universidade de Miami, foi a primeira construção no local de Brasília. É em memoria a um bispo, missionário italiano, canonizado recentemente, que, cem anos atrás, profetizou a grande civilização que se estabeleceria nestas altas paragens do interior. No Brasil é conhecido por Dom Bosco.
Sua estátua contempla um vale cheio de sombras, que se estende na mesma direção das faixas de poeira, suspensas no ar da tarde, sobre as montanhas do lado oposto. Ali, já surgem milhas de construções. Se prestarmos atenção ouviremos o ranger de engrenagens, rolos compressores, plainas: toda …

  • p. 17

… carro é o jeep que nos trouxe. Portanto, de onde teria ele surgido? 

É um homem moreno, de feições bem delineadas. Está inteiramente lambusado de carvão. Um torso nervoso e escuro aparece sob seus míseros farrapos. Olha para nossos rostos e volta-se para a efígie de Dom Bosco, esmaecida na pouca luz da capela. Adivinhara o assunto da nossa conversa. Pedimos, então, ao engenheiro para indagar por que ele está ali. Seus dentes brilham num sorriso branco e bonito. Responde com alegria e orgulho na voz. É um cortador de madeira de Mato Grosso. Está cortando árvores para carvão, no vale que será inundado, quando terminarem a represa: as árvores pequenas para carvão, as grandes para construção. Mora ali, diz ele.

Gostaríamos de visitá-lo? Sorrindo com modesto orgulho como se estivesse assinalando uma mansão, aponta, lá em baixo no vale, a cabana pequenina que é a sua morada. Mas não é este o lugar planejado para o fundo do lago? pergunta o engenheiro. O homem sorri e assente com a cabeça. É verdade, ele mora no fundo do lago. A ideia parece deliciá-lo. A noite aproxima-se rápida. As estrelas cintilam no céu. Os vales se afogam no escuro. O engenheiro mostra com a mão os sulcos deixados pelo trator nos flancos das colinas, indicando o futuro nível do lago. Como o cortador de madeira, ele sorri. Comprou para si mesmo um lote na zona residencial, diz ele, do outro lado do lago, de quem vem da cidade. Seu sorriso é também orgulhoso e cheio de esperança. Poderá ir para seu escritório de lancha a motor. Ao último clarão do crepúsculo, começamos a imaginar faixas de água à distância. Não é aquilo a cidade já terminada que, da cordilheira oposta, se reflete no lago? “Pensar que no Rio”, exclama о engenheiro, enquanto ajuda seus convidados a subir no jeep, “ainda há gente que não acredita em Brasilia!”

  • p. 18

Préface De John Dos Passos

Nous sommes au centre du continent sud-américain. Des plateaux s’allongent, à milliers de lieues de nulle part. Le crépuscule obscurcit les plis des collines vides qui s’étendent d’horizon à horizon. Pas un bruit dans l’air. Nous voici au sommet d’une de ces chaînes de montagnes parallèles, n’ayant derrière nous qu’une désolation d’arbres décharnés, où s’accrochent les nids d’argile rouge des termites. Les termites sont les habitants autochtones du plateau central brésilien; les termites, et une ou autre autruche qui se promène dédaigneusement parmi les savanes. ll y a une chapelle blanche pointue à côté de nous. Cette chapelle, nous explique le jeune ingénieur récemment rentré de l’Université de Miami, a été le premier bâtiment construit dans la région de Brasilia. Elle fut élevée en l’honneur d’un évêque missionaire italien, récemment canonisé, qui annonça, il y a un siècle, qu’une importante civilisation viendrait un jour s’établir sur ce plateau central. Au Brésil il est connu sous le nom de Dom Bosco. Sa statue contemple, à travers la vallée pleine d’ombres qui s’étend vers la même direction, des nappes de poussière, suspendues dans l’air du crépuscule, sur les montagnes voisines. Là-bas les bâtiments surgissent sur des miles d’extension. Si vous tendez l’oreille, vous pouvez même entendre les engrenages grincer. Des dragues, des “bulldozers”, des tracteurs: chaque type de machine capable de remuer la terre est occupée à niveler le terrain de la nouvelle capitale. Un soleil de pourpre se couche derrière les montagnes lointaines. Dans le crépuscule tombant, l’ingénieur fait abat-jour sur ses yeux et nous montre la masse blanche et oblongue du palais présidentiel, l’hôtel des touristes et les blocs de nouveaux bâtiments sans forme encore en écha-faude. 

“Bientôt vous verrez s’élever derrière eux le palais du congrès et le centre commercial. Vous pouvez même les imaginer dès maintenant”, dit-il en reprenant son souffle. “Bientôt le néon sera partout. Vous le verrez, réfléchi sur le lac”. Nous avions pensé être seuls, mais il y a un homme à nos côtés qui écoute notre conversation en langue étrangère avec une courtoise incompréhension. L’unique voiture, c’est le “jeep” qui nous a emmenés. De quel coin du monde serait venu ce personage? C’est un homme brun aux traits bien marquants. Il est maculé de charbon. On aperçoit un torse nerveux et noirici à travers ses vêtements sommaires et déchirés. Il nous regarde de face et se tourne vers l’effigie de D. Bosco, imprécisement illuminée dans l’obscurité de la chapelle. Il avait deviné le sujet de notre conversation. Nous prions l’ingénieur de lui demander pourquoi il est là. Un beau sourire ouvert fait étince- ler ses dents. Il répond gaiement avec un ton d’orgueil dans sa voix. Il est un bûcheron de Mato Grosso. ll abât des arbres pour en faire du charbon de bois, dans la vallée qui sera inondée le jour où l’on finira le barrage. Les arbustes pour le charbon de bois, les grands arbres pour la construction. ll habite là bas, dit-il. Désirerions-nous lui faire une visite? En souriant avec un orgueil modeste, comme s’il nous indiquait un palais, il nous montre, dans le creux de la vallée, la petite hutte qui …

Les vallées se noyent dans l’obscurité.

Brasilia should not be envisaged merely as an organism capable of ful-filling adequately and effortlessly the vital functions of any modem city, not merely as an urbs, but as a civitas, possessing the attributes inherent in a Capital. And, for this …

The city should be planned for orderly and efficient work, but at the same time be both vital and pleasing, a suitable background for intellectual speculation; it should be such a city as, with time, could become not only the seat of government and administration, but also one of the more lucid and distinguished cultural centres in the country.

Aiga Design Archives

Eugene Feldman;  Maria Bonomi

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