Desenho Industrial

1968

Visão – vol. 33

  • p. 110

O Brasil faz hoje o que importava, mas continua importando

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A linha de embalagem do Geigy foi escolhida como modelo de boa programação

Um exemplo de bom desenho do IBM

A beleza do talher está na sua função

… convidados da Associação Brasileira de Desenho Industrial e da Escola Superior de Desenho Industrial. Em seguida, o visitante entra no pavilhão internacional, formado pelas representações da Grã-Bretanha, Estados Unidos e Canadá, que foram convidados pela identidade de trabalhos através dos organismos competentes de cada país: Museu de Arte Moderna de Nova York, Council of Industrial Design da Inglaterra e Design Center do Canadá. A última sala apresenta um panorama do desenho industrial no Brasil, resultado de uma pesquisa dos alunos da Escola Superior junto a 62 firmas da Guanabara: 31 grandes, 25 médias e seis pequenas. A visualização desse levantamento forma um quadro crítico da situação do desenhista industrial, atualmente, no mercado brasileiro, onde é praticamente desconhecido, não obstante a importância que tem nos países mais industrializados.

Segundo a Professora Carmem Portinho, diretora da única escola do gênero no Brasil — a ESDI —, as fábricas ainda se comportam como se estivessem na fase do artesanato, quando vivemos numa sociedade de massa: “As indústrias não querem desenhistas industriais, cuja profissão não é nem regulamentada. Somente São Paulo e Rio de Janeiro ainda absorvem alguns designers”. Entretanto, Bergmiller e Weine, os responsáveis pelo planejamento da I Bienal, acreditam que a iniciativa de agora muito contribuirá para esclarecer o empresário nacional sobre a importância do desenho industrial no nosso desenvolvimento. “A industrialização brasileira”, constatam eles, “se fez através da substituição de importações. Hoje, já fabricamos o que importávamos, mas continuamos importando tecnologia e pagando royalties. Esta exposição demonstra que o papel do desenhista industrial no desenvolvimento de um país é da maior importância, como criador de tecnologia própria, como racionalizador da produção e como estimulador da produtividade.

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