XXX Bienal de Veneza

Habitat: arquitetura e artes no Brasil, 1960.

fonte: UT Libraries 2008

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Aloisio Magalhães Antônio Bandeira Danilo Di Prete
Sábado, 18 de junho, foi inaugurada a XXX Bienal de Veneza no Palazzo Centrale e nos pavilhões nacionais. Acham-se expostas 3.000 obras de 25 países, …

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A delegação brasileira é restrita. Apenas um escultor, de módulo figurativo e capacidade para técnicas maciças, abertas e espaciais: Mário Cravo. E os pintores Antônio Bandeira, Danilo Di Prete, Loio Pérsio, Manabu Mabe, Aloisio Magalhães e Teresa Nicolao. Enquanto o Brasil não dispuser de pavilhão próprio em Veneza e contar apenas com dois exíguos recintos no Palazzo Centrale, a delegação brasileira será reduzida. Isso constitui sério problema para os gráficos e plásticos do Brasil. Pois os privilegiados que vão a Veneza de dois em dois anos escolhidos pelo Museu de Arte Moderna de São Paulo, se de fato são valores indiscutíveis e com background já sólido, aqui ficam preteridos muitos outros elementos de idêntico mérito. Assim a delegação brasileira, não obstante os prêmios alcançados na esfera internacional em Veneza no setor gráfico, nunca é uma delegação completa: alguns têm prerrogativas, porém não há ainda lugar para uma representação densa igual a dos demais países. Desta vez coube ao Brasil um dos prêmios colaterais, o prêmio Fiat, adjudicado a Manabu Mabe. Esse prêmio é de 200.000 liras. Segundo as primeiras vozes críticas filtradas através dos telegramas, a respeito da XXX Bienal de Veneza, o conjunto de 3.000 obras, exposto no Palazzo Centrale e nos pavilhões de 25 países, satura os ambientes com manifestações já agora interativas e pouco variadas de informalismo linear e cromático.

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