Estética Industrial no Brasil

José Antonio Tobias

1967

M Library 2007

História das ideias estéticas no Brasil

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… é que realmente alguns autores da obra: Desenho Industrial, pensam que o “designer” inglês, isto é, o modelista, ou na expressão deles: o “desenhista industrial”, realmente “não pode ser considerado como artista”

1. Em segundo lugar, preferimos o termo “Estética Industrial” ao de “Desenho Industrial” porque este não traduz nem a “Estética Industrial” da Europa e nem o “design” norte-americano, uma vez que “desenho”, no Brasil tende a indicar algo tecnológico, técnico, aritmético, e não algode criador, de novo, de original, de pessoal, como é necessário para o progresso dos modelos e renovações dos produtos da indústria.

1 — Décio Pignatari, “A Profissão do Desenhista Industrial”, “in”: Desenho Industrial. São Paulo FIESP, 1964, p. 22. Carl Heinz Bergmiller, “A Formação do Desenhista” “in”: Ibidem, p. 26.

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Desenho industrial, além de seis conferências encerra os Estatutos Sociais da Associação Brasileira de Desenho Industrial, cuja sigla é ABDI. Para Décio Pignatari, autor da primeira conferência, intitulada: “A Profissão do Desenhista Industrial”, este não é artista.

1. Nota-se, no autor paulistano, a tendência em tirar ao desenhista industrial a função de criador e em fazê-lo passar …

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Carl Heinz Bergmiller, autor da segunda conferência, que compõe Desenho Industrial, focaliza “A Formação do Desenhista”. Inicialmente, conceitua a formação do desenhista industrial, afirmando que ela “deve ter o caráter de uma formação …

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