O Desenho Industrial no Brasil

Aloisio Magalhães

1970

Mudes/Ilari – Debate com professores da ESDI

Sobre a Crise do Ensino no Final dos Anos 60

Quando se fala em escola e na dificuldade de se conceituar o desenho industrial em nossa época, apelo para um tipo de atitude que historicamente sempre foi válida.

Quando as coisas se complicam muito, o melhor é você parar de especular sobre elas e tentar fazê-las, ou seja, se há realmente uma verdadeira crise na conceituação do ensino, de como seria a posição desse indivíduo (designer), cuja dimensão parece cada vez maior,  o certo talvez seja até esquecer um pouco a ideia de ensinar e deixar que o designer faça, execute, enquanto designer e que, em torno dele, se agrupem naturalmente as pessoas muito mais jovens, os elementos que vão formando e se formando e aprendendo, na dinâmica do próprio trabalho, a realidade dessa função, a realidade desse indivíduo designer. Posteriormente, é possível se concluírem determinadas coisas, estabelecer determinados pontos de referência, até por estatísticas de programações, certos postulados que poderão vir a ser úteis em termos de novos programas.

E eu digo que isso não é novo porque, em última análise, é o processo normal do artesão, do homem na sua oficina, cercado de indivíduos como aprendizes que começavam a sua função e que acabavam sendo os grandes ourives, os grandes metalúrgicos, os grandes indivíduos que conseguiram realmente estabelecer escola, estabelecer agrupamentos em torno deles e a função firmar-se através do seu próprio exercício.

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