ASSEMBLÉIA GERAL DO IBECC

1982

Correio do IBECC – Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura

 RELATÓRIO DO PRESIDENTE

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Realizou-se dia 25 de abril de 1980, no Salão de Conferências do Palácio Itamaraty, no Rio de Janeiro a Assembléia Geral do IBECC constituída de seus Vice-Presidentes, Delegados Governamentais, Membros do Conselho Deliberativo e Representantes dos grupos nacionais, sob a presidência do Professor Aristides Azevedo Pacheco Leão, para apresentação do Relatório das atividades do Instituto, no triênio 1976/1979, e eleição de seu Presidente e de sua Diretoria. Aberta a sessão, o senhor Presidente apresentou os novos vice-presidentes: Professor Leodegário A. de Azevedo Fº, Dr. Luiz Simões Lopes, Professor Raymundo Moniz de Aragão e Dr. Guilherme Figueiredo, o primeiro indicado pelo Senhor Ministro da Educação e Cultura e os demais escolhidos pela Diretoria do IBECC. A seguir, pediu ao Diretor do Arquivo Nacional, Membro do Conselho Deliberativo do Instituto, Dr. Raul Lima, que lesse o Parecer do Conselho Deliberativo sobre o Relatório apresentado para aprovação daquele Conselho, em reunião de 22 de abril próximo passado, também realizada no salão de Conferências do Ministério das Relações Exteriores, o que foi feito a pedido do Diretor do Arquivo que se achava afônico, pelo Professor Atico Vilas-Boas da Mota, vice-Presidente da Comissão Nacional do Folclore do IBECC e membro da Assembléia Geral. Iniciando a leitura de seu Relatório submeteu o Senhor Presidente à apreciação da Assembléia os nomes dos senhores: Dom Clemente Isnard, Condessa Maurina Pereira Carneiro, Senhora Mavy d’Aché Assumpção Haimon, Professor Arnaldo Niskier, Embaixador limar Penna Marinho, Padre João A. Mac Dowell, S. J., Professor Candido Antônio Mendes de Almeida, Doutor Aloisio Magalhães, Professor Hélio Fraga, Professor Edson Motta, Professor Oscar Sala, indicados pela Diretoria e já aprovados pelo Conselho Deliberativo na reunião de 22 de abril  próximo passado, para as vagas ocorridas por falecimento, impedimento regulamentar ou afastamento voluntário no quadro de Delegados Governamentais, nomes esses que foram aprovados por aclamação. Em virtude de vagas no quadro de representantes dos Grupos Governamentais o Conselho Deliberativo propôs os nomes de Arlindo Lopes Corrêa, Mareio Tavares d’Amaral, Edilia Coelho Garcia, Benedicto Silva, Mauricio Mattos Peixoto, Cleantho de Paiva Leite, Isaac Kerstenetzk, Roberto Parreira e Laura Constança Austragésilo de Athayde Sandroni, acrescentando o nome do Ministro Carlos Alberto Leite Barbosa à relação já aprovada na reunião de 22 de abril de 1980 do Conselho Deliberativo, pela …

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… por sua capacidade de dirigir os trabalhos da Comissão com minguados recursos. O prestígio do Instituto foi não só mantido como ainda aumentou no sentido cultural e por essa razão acrescentou que “não desejava vê-lo afastado e que a sua reeleição, no seu parecer, era indispensável”. A proposta foi aceita por aclamação. O Professor Aristides Azevedo Pacheco Leão agradeceu as palavras dizendo considerar importante a renovação e não faltarem nomes para tão honroso cargo mas aceitava garantindo que a sua gestão seria apenas por mais um triênio. Quanto à melhoria das novas instalações, a que aludiu o Vice-Presidente, declarou dever o IBECC tal fato, exclusivamente, ao Embaixador Antonio Fantinato Neto. O Ministro Abgar Renault tomou a palavra e disse ter entrado em entendimento com o Secretário de Educação de Minas Gerais para obter a criação de uma seção do IBECC naquele Estado mas a maior dificuldade encontrada para instalação da mesma foi a falta de documento atuallzado sobre o qual o Governo estadual pudesse opinar. Propôs retomar os entendimentos quando o projeto de novos Estatutos do IBECC for aprovado. O Presidente esclareceu que o Projeto de reforma dos Estatutos estava em fase de aprovação e informou que o assunto da criação da seção estadual de Minas Gerais fora também tratado na Fundação …

… assunto. Dª Maria Julieta S. Ormastroni, Diretora Executiva do IBECC seção de São Paulo, agradeceu ao Professor Aristides Azevedo Pacheco Leão e ao Secretário-Executivo pela atenção sempre demonstrada à seção daquele Estado e transmitiu mensagem de agradecimento do Professor Oscar Sala escolhido pelo IBECC para substituir o Professor Goldemberg. O Representante da Unesco Gustavo Lopez disse trazer saudações do Diretor Geral, do Secretariado e do Departamento das Comissões Nacionais da Unesco para o IBECC muito especiais, por dois motivos, primeiro, porque em Paris seguem de perto o que se faz no Brasil e segundo pelo grande interesse de todos que participam do IBECC pela consecução dos objetivos da UNESCO.

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Com a colaboração do Senhor Fidelis Walney Merg, a quem deve o IBECC a criação do Clube de Jovens da UNESCO naquele Estado, o Presidente da Comissão gaúcha, Professor Dante de Laytano, com o prestígio que goza nos meios culturais do Rio Grande do Sul, tem dado à essa Comissão situação de alto relevo. Em 1979, essa Comissão teve atuaçâo destacada na organização das comemorações do Ano Internacional da Criança, as quais repercutiram com excelentes resultados em todo o Estado do Rio Grande do Sul. As demais Comissões Estaduais acham-se na mesma situação indicada no Relatório anterior sendo que a de Mato Grosso enfrenta agora o problema decorrente da divisão do Estado. Tão logo disponha o IBECC de Estatuto devidamente atualizado, uma de suas preocupações primordiais será a de incentivar a criação de Comissões nos Estados, que delas ainda não dispõem, e reatlvar aquelas que se acham paralizadas no momento.

COMISSÃO NACIONAL DO FOLCLORE

Ao reestruturar, em 1975, essa Comissão, a Diretoria do IBECC convidou o Senhor Braulio do Nascimento, Diretor-Executivo da Campanha da Defesa do Folclore Brasileiro, para Vice-Presidente da Comissão, com o objetivo de estabelecer um contato mais íntimo e permanente entre essas duas entidades, o que atenderia, com melhores resultados ao
crescente interesse pelo estudo de uma cultura popular.
Embora, desse modo, mais fortemente ligada à Campanha da Defesa do Folclore, a Comissão não perdeu seus laços com o IBECC, uma vez que o seu Presidente é o Professor Manuel Diégues Júnior, Vice-Presidente deste Instituto. O Senhor Braulio do Nascimento, ao ser empossado no cargo, assumiu a responsabilidade pela publicação do Boletim Mensal Bibliográfico e Noticioso dessa Comissão, que passou a denominar-se “BIBLIOGRAFIA FOLCLÓRICA”. Transcrevo a seguir, por oportunas, as palavras do Diretor-Executivo da Defesa do Folclore, Senhor Braulio do Nascimento, ao apresentar o primeiro número dessa publicação: “BIBLIOGRAFIA FOLCLÓRICA, com o patrocínio da Fundação Nacional de Arte (FUNARTE), retoma o trabalho iniciado por Renato Almeida, em 1948, através do Boletim Bibliográfico da Comissão Nacional de Folclore do IBECC.

Interrompida a circulação em 1969, suas páginas representam hoje fonte preciosa e obrigatória para todos os que desejam conhecer, em profundidade, o que se publicou naquele período sobre o folclore no Brasil. É importante, pois, a tarefa e somente será plenamente realizada na medida em que o registro bibliográfico abranja efetivamente todo o país”.

COMITÊ BRASILEIRO DA ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DE ARTES PLÁSTICAS

A Assembléia Geral desse Comitê convocada estatutariamente, em São Paulo, em 21 de dezembro de 1979 elegeu para o biênio 1980/81 a Senhora Cacilda Ferreira Fernandes de Mattos para Presidente, em substituição à Senhora Izar do Amaral Berlinck, que, por motivo de saúde, renunciou ao cargo. A Senhora Cacilda de Mattos, apoiada na Diretoria e no Conselho Consultivo da Associação Internacional de Artes Plásticas, pretende fazer essa Comissão funcionar em termos de ampla representação nacional, congregando artistas  plásticos de todos os Estados da Federação.

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Em novembro de 1979, o Senhor Dunbar Maxshall-Malagola, Secretário Geral da Associação Internacional das Artes Plásticas, dirigiu ao IBECC um apelo no sentido de que, no Brasil, fosse criado um Atelier Polivalente Experimental para …

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