Antonio Houaiss – Roda Viva

1972

16/11/1992

Memória Roda Viva

  • Celso Nucci: Eu queria abordar com o senhor uma das suas prioridades que o senhor acabou de citar, que é a do patrimônio histórico. Eu estou supondo que a administração do patrimônio histórico, a conservação do nosso patrimônio arquitetônico e tudo mais, tem sido feita de maneira paternalista e ineficiente, salvo uma ou outra ilha na administração da Cultura, como a de Aloisio Magalhães [(1927-1982), designer e artista plástico, foi considerado o pioneiro da comunicação visual no Brasil e realizou projetos para várias empresas e instituições. Fundou o Centro Nacional de Referência Cultural, foi secretário do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o criador da Fundação Nacional próMemória], por exemplo, saudoso Aloisio Magalhães. E eu suponho também que se isso continuar, ali por 2020, 2030, muito disso terá caído pelo chão, ruído, porque a gente acompanha há 25 anos e vê o que está acontecendo. Então eu queria perguntar, para o senhor, qual é a sua receita para não ruir o patrimônio histórico?
  • Celso Nucci: Isso coincide com a visão de Aloisio Magalhães, sobre o envolvimento da comunidade, certo?
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