INEP

1973

Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

Sistema Gráfico de Identificação e Logotipo

Defendi então (no seminário da Sudene, no Recife, em 72) o ponto de vista, a princípio pouco compreendido por uma parte dos debatedores, mas com boa aceitação pelo público, de que haveria um certo perigo, um provável erro nessa política de que é preciso criar o design de exportação. O design de exportação é mera consequência. Antes, é preciso criar um sentido do design global dentro do país. E aí ele emerge como consequência, naturalmente, porque vai carregado de alguma coisa fundamental que se chama autenticidade. E isso não se improvisa. Então, acreditamos que o que deve ser feito é programar a formação de quadros, oferecer estímulos, dentro da realidade brasileira, de nossas necessidades, e teremos inevitavelmente o potencial do produto de exportação autêntico.

Rio abr./jun./1973

UCLA Libray 2010

R. Bras. de Estudos Pedag. 59 (130)

Analisa a dinâmica dos signos na era da comunicação, os critérios que orientaram a construção do logotipo do INEP e as características de sua programação visual.

  • p. 217-225, 226

INEP: PROGRAMAÇÃO VISUAL

Convidado pela direção do INEP para elaborar a programação visual de suas atividades editoriais, o Prof. Aloisio Magalhães, da ESDI — Escola Superior de Desenho Industrial da Guanabara, entrevistado pela redação da Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos, analisou a concepção do projeto sob sua responsabilidade. Além disso, externou suas observações sobre o papel do design no desenvolvimento do País e a formação de profissionais nessa área. Eis a íntegra do depoimento: P. Na era da comunicação, os signos adquiriram nova dinâmica. Poderia esboçar uma conceituação do logotipo e sua função nesse contexto?

R.

Em primeiro lugar teríamos que examinar por que razão os signos adquiriram nova dinâmica na era da comunicação.

É de excepcional magnitude o repertório de informações a ser absorvido pela comunidade, através dos meios de comunicação novos — a televisão, o rádio — e dos próprios meios antigos — livros, jornais, revistas.

Consequentemente, foi inevitável um processo de sistematização, de normalização dessa quantidade de informações que, pela sua alta frequência, correriam o risco de não serem assimiladas. Nesse processo, a imagem passou a exercer um papel, de fato, preponderante. Daí o reconhecimento de que a comunicação neste século se caracteriza pela preferência centrada na imagem, em contraposição à palavra que atingiu o apogeu no Séc. XIX. Isso não quer dizer que a palavra desapareça, de modo algum, já que o processo cultural é um processo acumulativo e nunca eliminatório. Apenas dispomos de recursos novos para, em casos específicos, quando a frequência é alta, usar uma informação numa codificação mais rápida. E então que se define a significação do sinal, a preferência por eles como informação visual, em lugar da informação expressa através da palavra. Entretanto, já se observa que os sinais iconográficos, os sinais de leitura por gestalt, também adquiriram uma alta frequência.